Taboo, T1 [2017]

Início de século (1814). Depois de ter sido dado como morto e ter passado os últimos 12 anos em África, James Keziah Delaney, regressa a Londres completamente mudado e com diamantes no bolso. A série começa com o funeral do pai, Horace Delaney, e percebemos que vai herdar o negócio da família e um pedaço de terra em África, Notka.

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A sua chegada a Inglaterra, que choca familiares e locais – tanto aliados como inimigos -, vai afetar profundamente as relações políticas entre o Reino Unido e os EUA, numa altura em que a guerra entre ambos está prestes a chegar ao fim. Porque no testamento deixado pelo pai, este homem herda o mais importante e desejado território por ambos os países.

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Pela narrativa, percebemos o seu percurso na Academia, quando é apresentado a Sir Stuart Strange, o líder da East India Company em Londres (“exceptional…exceptional…exceptional…”). E passo a passo, vai construir o seu próprio império de transporte no início do século XIX. No entanto, James também vai procurar a vingança depois da morte do pai. O seu regresso é marcado por conspirações, assassinatos e um mistério familiar, de amor e traição.1048919_2017-chaplin-oona-taboo_2880x1800_h

Tom Hardy  protagoniza e coescreve esta minissérie produzida por Ridley Scott; o elenco é ainda constituído por Oona Chaplin, Michael Kelly e Jonathan Pryce.

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3% [T1, 2016]

série de televisão brasileira de drama e ficção científica desenvolvida por Pedro Aguilera para a Netflix; a série foi oficializada no segundo semestre de 2015, com 8 episódios para a primeira temporada, e estreou em 25 de novembro de 2016.

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A série (com 8 episódios) apresenta um mundo pós-apocalíptico, depois de diversas crises que deixaram o planeta devastado. Num lugar não especificado do Brasil, a maior parte da população sobrevivente mora no Continente, um lugar miserável, decadente, onde falta tudo: água, comida, energia e outros recursos. Aos 20 anos de idade, qualquer cidadão tem direito de participar do Processo, uma seleção que oferece a única chance de passar para o «Offshore» (Maralto), onde tudo é abundante e há oportunidades de uma vida digna. Mas somente 3% dos candidatos são aprovados no Processo, que testa os limites dos participantes em provas físicas e psicológicas e os coloca diante de dilemas morais.

Acompanhamos um grupo (o Processo é realizado anualmente) com Michele Santana (Bianca Comparato) que vai com a sua melhor amiga, Bruna; Rafael Moreira, que falsificou o seu registo e faz batota na segunda proca, dos cubos (Rodolfo Valente);  Fernando, candidato em cadeira de rodas (Michel Gomes); Joana Coelho, uma rapariga dura e desconfiada, que também falsificou o seu registo (Vaneza Oliveira); Marco Alvarez, convicto da sua superioridade e que os Alvarez são elite (Rafael Lozano), e outros.g1_3_divulgacao

 

 

 

Percebemos a «parte de trás» do processo, acompanhando Julia (Mel Fronckowiak), mulher de Ezequiel (que se suicidou) e o próprio Ezequiel (João Miguel), o coordenador do Processo,  “Você é criador de seu próprio mérito”. Adicionalmente, o Conselho enviou Aline (Viviane Porto) como observadora.

Os primeiros episódios acompanham as provas, até ao ritual (e à surpresa) final. A temporada acaba a caminho do Offshore.

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Between, T2 [2016]

Uma misteriosa epidemia matou todos com 22 anos ou mais na cidade de Pretty Lake. O governo tentou eliminar os jovens para eliminar o vírus, mas a incursão foi mal-sucedida e quatro semanas mais tarde ainda exitem cerca de 540 crianças e jovens presos na quarentena de 16km. É assim que começamos a segunda temporada de Between, com a contagem de tempo, e de vivos.

Já acostumados à sua nova condição de vida, os jovens passam boa parte do tempo tentando encontrar comida, já que o governo os abandonou. A parte complicada é que a maioria continua no esquema “cada um por si”, criando uma quantidade desnecessária de conflitos e deixando para poucos a responsabilidade de cuidar dos muito pequenos. Tracey (Jordan Todosey), Gord (Ryan Allen) e irmã Franny (Shailyn Pierre-Dixon), são os mais responsáveis em questão. E embora eles tenham seus próprios dilemas e estejam tentando manter todos seguros, não são os protagonistas da história. Assim como o ex-presidiário Mark (Jack Murray), que acidentalmente cria conflito com um grupo recluso, comandado por Renee (Mercedes Morris) e se apaixona por Stacey, dando-lhe a sua cura.

O foco continua na mãe adolescente Wiley (Jennette McCurdy) e Adam (Jesse Carere), o mais inteligente do grupo e que pretende escapar. É claro, seu plano não é perfeito, mas eles  descobrem que o governo não tem planos para salvar os sobreviventes. E ao longo dos seis episódios Between vai desenvolvendo pequenos núcleos que eventualmente se separam, até eventualmente se reencontrarem na grande trama de conspiração por trás de tudo que ocorre na cidade.  Há uma teoria de conspiração governamental e Adam consegue tirar um grupo (vacinado, pela descoberta de um cientista) de Pretty Lake.

A série tem um estilo de “contador de mortes”, um número decrescente de personagens, a urgência em encerrar a quarentena o mais rápido possível e continuar vivo até lá. Seja por um conflito, ou por completar 22 anos, vidas estão sempre em risco. E a série não tem receio de matar personagens importantes, como verificamos no decurso desta segunda temporada (de que Gord é exemplo).

A temporada acaba com o grupo que escapou, vaciado, sujeito a um protocolo experimental (que desconhecem), a viverem anonimamente e espoalhados por várias cidades. No supermercado, enquanto Adam e Wiley fazem compras, com Jason na cadeirinha, uma mulher, com uma menina pela mão, cai e morre, como acontecera em Pretty Lake.

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Between, T1 [2015]

Como já alguém afirmou:

Between é mais uma série no estilo “isole um grupo de pessoas e veja como elas reagem” que mistura O Senhor das Moscas, clássico de William Golding com A Cúpula, de Stephen King (…) assim como o título, a nova série, criada por Michael McGowan e co-produzida pelo canal canadense City e o Netflix, fica literalmente entre uma coisa e outra, sem dizer a que realmente veio. (…) Between, cuja primeira temporada é de apenas seis episódios, nos apresenta a Pretty Lake, cidadezinha que, da noite para o dia, enfrenta uma doença misteriosa que aniquila todas as pessoas com mais de 22 anos e é prontamente cercada por grades pelo governo americano. Sobram, apenas, os mais jovens que, exatamente como na obra de Golding, passam a ter que “recriar” um semblante de civilização dentro desse espaço confinado, mas sem sucesso, claro.

Between é triste, pesada, fatalista, com paleta de cores frias e personagens que conseguem convencer em termos estéticos, ou seja, não parecem ter acabado de sair de um banho rejuvenescedor a cada vez que aparecem.”

Uma série de estereotipos nas personagens – a adolescente grávida, irmã da menina filha de pastor, o geek, o filho do milionário local, o negro da quinta, a rapariga “Amish”, os Creekers, irmãos marginais –  e um argumento que ajuda pouco…  Uma pequena cidade fechada, isolada, sem comunicações é bem um laboratório para estudo de comportamentos…

“Em algum momento no processo criativo de Between, deve ter existido uma boa série. O material está lá, perfeitamente visível e tentador. Mas a execução pífia, com personagens cortados em cartolina e as tentativas de amarrações que não funcionam acabam derrubando a experiência audiovisual”.

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Criação: Michael McGowan
Direção: Jon Cassar, Michael McGowan
Argumento: Michael McGowan, Peter Mitchell, Malcolm MacRury, Blain Watters, Mark Bacci
Elenco: Jennette McCurdy, Jesse Carere, Ryan Allen, Justin Kelly, Kyle Mac, Jack Murray, Brooke Palsson, Samantha Munro, Jim Watson
6 episódios

 

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The Great Wall | A Grande Muralha [2017]

A história é centrada na dupla de mercenários William Garin (Matt Damon) e Pero Tovar (Pedro Pascal), que deixaram a Europa e foram até à China em busca de um pó preto (mais conhecido como pólvora) que seria capaz de derrotar exércitos com o seu poder.
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Após um estranho incidente e fugindo de um grupo de inimigos, William e Tovar chegam à Grande Muralha, protegida por guerreiros da Ordem Sem Nome, liderados pela General Lin (Jing Tian), pelo General Shao (Zhang Hanyu) e pelo estrategista Wang (Andy Lau). Conhecem Ballard (Willem Dafoe), ficou lá quase da mesma maneira que os mercenários.
A cada 60 anos uma criaturas terríficas realizam um mortífero ataque contra os humanos, e cabe à Ordem impedir que este grande perigo avance em direção à capital chinesa. William e Tovar acabam se destacando no meio da batalha contra os monstros, mas entram em conflito sobre o seu papel no combate.
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As cenas da muralha e da Nameless Order são extraordinárias…
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O que realmente se destaca é a coreografia, as armaduras, as armas, os ângulos da fotografia da muralha.
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Black Mirror [2011, 2013, 2016]

 

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Depois da primeira e da segunda, a terceira temporada:

T3, Ep. 1 – Nosedive

Um episódio muito futurista, com muita tecnologia envolvida, mas com mensagem muito atual. É muito presente. Lacie Pound vive num mundo onde as pessoas podem avaliar popularidade com cinco estrelas. Lacie começa o episódio com um índice de aprovação em torno de 4.2.-  depois de uma série de peripécias,  a sua classificação cai abaixo de 3., é a desgraça total. Presa, a trocar insultos com um prisioneiro, a raiva mútua transforma em deleite à medida que cada um percebe que agora está livre para dizer o que quiser.

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T3, Ep. 2 – Playtest

Um jovem norte-americano, em busca de novas experiências em Londres e necessitado de dinheiro, aceita participar como cobaia de um novo e revolucionário sistema de jogos virtuais que funciona através de um implante no cérebro. O que começa como um jogo inocente termina por levá-lo a uma casa em que os seus piores temores se reproduzirão. Uma história perturbadora, que aproveita o terror psicológico, com um ou outro susto incluído.

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T3, Ep. 3 – Shut Up and Dance

Um jogo macabro e um segredo oculto. Shut Up and Dance parece ser o episódio mais sombrio, e menos de ficção científica, desde National Anthem. Uma sufocante história de terror psicológico, uma horripilante viagem rodoviária que nunca poderia terminar bem.

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T3, Ep. 4San Junipero

Talvez seja o capítulo mais feliz da história de Black Mirror, uma história de amor pura com toques de ficção científica, com a nostalgia e o envelhecimento como alvo.

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T3, Ep. 5 – Men Against Fire

O episódio passa-se no futuro com elementos distópicos e pós-apocalípticos contando a história de Stripe, um soldado de uma organização militar que caça e extermina mutantes conhecidos como “baratas”. Quando o seu esquadrão, que também inclui a sua amiga e parceira “Hunter”  e a líder Medina, encontra baratas, Stripe mata dois deles; apesar dos elogios pelo desempenho, começa a sentir-se diferente após o encontro com os mutantes.

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T3, Ep. 6 – Hated in the Nation

É o último capítulo da terceira temporada, um episódio de 90 minutos proposto como um thriller de suspense no qual pessoas que foram objeto da ira das redes sociais morrem em circunstâncias estranhas. Apesar de a premissa e a reflexão de fundo serem interessantes, sobram minutos ao capítulo e não chega a decolar como deveria.

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The Handmaid’s Tale [2017]

Uma facção catolica tomou o poder nos Estados Unidos, com o intuito declarado de restaurar a paz. O grupo transforma o país na República de Gilead, instaurando um regime totalitário baseado nas leis do antigo testamento, retirando os direitos das minorias e das mulheres em especial. As mulheres são propriedades do Estado, separadas em castas, servem para funções específicas, como gerar filhos para homens poderosos, já que uma epidemia de infertilidade varreu o mundo. Vestem como se estivessem na era puritana do século XVII, são proibidas de ler, e suas atividades são restritas a servirem como propriedade dos seus senhores e frequentar uma espécie de culto religioso.

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Offred é uma “handmaid”, ou seja, uma mulher cujo único fim é procriar para manter os níveis demográficos da população. Vistas como privilegiadas, abençoadas com fertilidade. Maltratadas até se submetem.

«We intend to make the world better. Not better for everyone. Better means worse for someone»

A série começa com a segunda atribuição, à esposa Serena Joy (Yvonne Strahovski) e ao Comandante Fred Waterford (Joseph Fiennes), um oficial de alto escalão do regime, e a relação vai saindo dos rumos planeados pelo sistema.

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Tal como no livro de Margert Atwood, a história é contada pela perspectiva de Offred, interpretada por Elisabeth Moss,que antes era June; alternando cenas do presente com do passado. “The Handmaid’s Tale” vai mostrando pouco a pouco como a sociedade norte-americana foi se transformando. Cenas do passado e da amiga que é uma “traidora do género”, Emily (Alexis Bedel); cenas ocultadas com o motorista Nick Blaine (Max Minghella) que parece tentar ajudar. A “cerimónia” é uma violação com a esposa à cabeira e o comandante ” em funções”, que ocorre todos os meses, nos dias férteis.

The Handmaid’s Tale pode bem ser candidada a uma das melhores e mais provocadoras séries de 2017, trazendo uma distopia que foi acontecendo aos poucos, aos olhos do mundo.

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